Levando o Charlie para a República Tcheca

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Difícil alguém ainda não conhecer a peça, mas esse bonitão aí na foto comigo é o Charlie!

O Charlie é Canadense e já fez uma viagem longa de Toronto a São Paulo em 2010, quando retornamos do Canadá, então ele manja dos paranauê.

Dá um dózinho muito grande de imaginar o dog sozinho na jaulinha dele, por 15 horas e tralalá, mas não tem o que fazer, infelizmente. Queria poder levá-lo no meu colo, mas companhias aéreas pra esse tipo de público ainda não existem, então a gente se vira como pode.

Quando viemos do Canadá, o processo foi bem simples porque a entrada de animais no Brasil é bem tranquila, mas depende do país de origem também. Só foi preciso de vacina contra raiva, um certificado de saúde do veterinário dele endorsado por um veterinário do Ministério da Agricultura deles lá, e pronto. Chegando no Brasil, paga-se isso, paga-se aquilo, e pronto.

A entrada de animais na União Européia é relativamente fácil. O procedimento depende mais do país de origem do animal. O Brasil ainda é, infelizmente, um país com casos de raiva em animais, portanto, juntamente com mais um monte de outros países, obedece uma série de regras mais chatinhas.

Resumindo, é isso aqui:

Passo 1 – Colocar microchip no animal. Como o Charlie veio do Canadá e lá isso é lei, ele já tinha o microchip. É bom lembrar que não é qualquer microchip, existe um padrão exigido pela U.E. Se o chip for diferente, o dono deve possuir o leitor.

Passo 2 – Vacinar contra raiva. Se o animal teve que colocar o chip, obrigatoriamente ele tem que ser vacinado contra a raiva após o implante.

Passo 3 – Trinta dias depois da vacina, é preciso fazer um exame sorológico pra verificar se os anti-corpos da vacina estão reagindo no organismo do animal. Esse exame só é feito no Departamento de Controle de Zoonozes da prefeitura de São Paulo. É o único laboratório no Brasil que é credenciado pela U.E.

Passo 4 – Ficar de “quarentena” de 90 dias (não seria noventena? 😛 ). A partir da data de coleta do sangue para o exame, contas-se 90 dias para o embarque. ***estamos nessa fase***

Passo 5 – 90 dias depois, pegar um certificado de saúde do veterinário e levar à Vigilância Agropecuária (nos aeroportos tem, é preciso agendar dia/horário). Com o certificado do seu veterinário, você vai à Vigiagro munido de vários outros documentos pra emitir a CZI, o documento que vai permitir o embarque do seu animalzinho. Essa visita à Vigiagro não pode ser antes de 10 dias do dia da viagem.

Tem um post MUITO detalhado e  MUITO jóia nesse blog, foi aqui que eu achei tudo o que precisava pro Charlie:
http://www.pequenosmonstros.com/2014/05/como-levar-animais-para-a-uniao-europeia/

Eu vacilei nesse processo em uma coisa… Resolvi ser precavida demais e dei uma vacina anti-rábica no Charlie em Maio, sendo que já tinha uma válida ainda. Então tive que esperar 30 dias a partir da vacina pra ir fazer o exame sorológico e então começar a contar os 90 dias de quarentena. Portanto o Charlie só pode ir no final de Setembro, no dia 21 pra ser mais exata. Então no dia 21 mesmo pretendo ir na Vigiagro e embarcamos no dia 22/09.

Sim sim, o Charlie só vai em Setembro, então o plano é o seguinte:
Vou com o Lucas agora no fim de Agosto pra ajeitar as coisas no apartamento, fico uma semana por lá e volto no iníco de Setembro. Nesses dias que estarei fora, já combinamos com a tia Pri (Dra. Priscilla Manzano, nossa veterinária querida que também é PetSitter) pra ela cuidar do Charlie.

Então fico com ele aqui umas 3 semanas antes de irmos de vez!
Vai ser cansativo mas vai ser o fim da jornada……graças a Deus!

 

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Silvie & Radek

Bom, vou contar uma história pra vocês. A história da maior coincidência da minha vida. A história que demonstra como que quando algo é pra ser, tudo acontece tranquilamente.

Quando o Lucas recebeu a oferta da IBM, lá atrás em Fevereiro/Março, me deu um negócio e eu pensei “E agora? O que eu faço?”. Comecei a procurar grupos no Facebook, do tipo “Brasileiros na República Tcheca”, “Brasileiros em Brno”. Achei alguns, mas a comunidade Brasileira lá, pelo menos no Facebook, é bem parada, então não ajudou muito. Expandi a busca e acabei achando um grupo chamado “Expat Women in Brno”. Apesar de não sermos expatriados, resolvi entrar mesmo assim, porque afinal contatos são contatos. 
Pedi meu acesso ao grupo, fui aceita na hora, e já me identifiquei, falei que estaria indo em Agosto com o marido e o cachorro, e que qualquer dica em relação à animais e à vida por lá em geral, seria bem vida.

Na mesma hora uma pessoa me respondeu assim:

“Oi Natalya, eu sou a fulana, sou da Inglaterra mas vivo aqui em Brno com meu marido. Tenho uma grande amiga Tcheca que se mudou para o Brasil recentemente com a família inteira. Ela tem 2 filhos e um cachorro, e é veterinária, portanto ela pode te ajudar em alguma coisa, nem que seja pra trocar informações, vou colocar vocês em contato. A propósito, ela se mudou pra uma cidade no Brasil chamada Campinas, você conhece?”

EU RI.

Não conseguia acreditar na coincidência. Uma família de Brno vivendo em Campinas. Veterinária. Com cachorro. Era demais pra mim.

Imediatamente entrei em contato com ela, marcamos de nos conhecer (nesse encontro ela levou uma outra moça Tcheca também, que estuda na Unicamp, a Zuzana), e nos tornamos todos grandes amigos!

Ela e o Radek tem nos ajudado imensamente em relação à absolutamente tudo. Desde quanto custa o kilo do arroz à qual o melhor bairro pra alugar um apartamento. Inclusive, o Radek esteve em Brno no final de Maio, em uma visita à negócios, e se dispôs a ver apartamentos pra gente (que já estávamos vendo na internet). Visitou um que estávamos interessados, tirou fotos, conversou com a corretora, desenhou a planta pra gente, enfim, deu várias dicas, que no final levaram-nos a fechar aquele apartamento! Não é demais!?

Nós também tentamos ajudá-los como podemos por aqui. Desde abrir conta no banco, tirar carteira de habilitação, CPF, explicar coisas do dia-a-dia, enfim, tudo o que eles precisam.

Realmente não posso acreditar somente que isso seja coincidência. Tenho certeza que Deus nos abençoou com essa família que tem nos ajudado imensamente. Além de grandes amigos que fizemos. Aquela coisa né, “quando é do homem, o bicho não come”, ou algo assim. Sou meio ruim com ditados (tipo Chapolim, que mistura tudo), mas quero dizer que foi incrível ver como as coisas fluem tranquilamente quando é pra ser mesmo 🙂

 

 (Texto publicado sem revisão, me desculpem qualquer coisa).

 

Visto no forno

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E ontem nós fomos pra São Paulo levar um pacotão de documentos no Consulado. Gente, como aquele pessoal do consulado é legal! Nem parece que você está num lugar, assim, oficial. Primeiro, porque o Consulado é instalado num casarão num bairro chique; segundo, porque o pessoal é muito legal mesmo! Super informais e gentis, sempre atenciosos e prestativos.

O pacote de documentos se refere ao Visto de Trabalho e Permanência do Lucas + meu visto de permanência. Enviamos vários documentos pra empresa que está cuidando disso, lá na República Tcheca, eles mandaram traduzir para o Tcheco, preencheram vários formulários e nos enviaram tudo. Levamos lá no Consulado, colheram nossas impressões digitais, conferiram tudo, e agora vão enviar pra República Tcheca (!) de novo. Quando for aprovado, eles entram em contato pra irmos buscar nossos passaportes com os devidos vistos. Yey! xD

Frio na barriga!

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Selo da tradução dos documentos, nas cores da bandeira. Fofo!