Dia Sem Carro

Ontem mesmo comentava com um amigo sobre o dia em que São Paulo tinha mais de 1000km de congestionamento. Mais de mil. Foi na sexta-feira anterior ao feriado da Independência. Chovia.

Se todos os carros parados no trânsito fossem alinhados, a fila chegaria em Goiânea. Já pensou?

O trânsito em São Paulo é coisa de louco. Eu morava em Barueri e uma época trabalhei em São Bernardo do Campo. Eu atravessava Sampa praticamente de cabo a rabo, em sentido vertical. Se eu saísse 10 minutos atrasada, ficava horas parada. Horas do meu dia dentro do carro parada no trânsito. Muito desperdício de tempo.

Bem, do trânsito de São Paulo todos sabem.

Aqui em Brno eu ainda não dirigi. O Lucas já. Mas não consegui tirar muitas conclusões sobre o trânsito. Eu tento reparar quando estou no bonde mas o máximo que vi foi fila de carros parados no semáforo. Em horários de pico, a fila fica maior e talvez alguns fiquem esperando mais tempo. Um dia fomos de carro até Praga, saímos por volta das 8h e notamos um pouco de trânsito na saída da cidade.

Apesar de Brno não ser uma cidade para carros, há muitos veículos circulando. Parar carro na região central é quase impossível. Não tem estacionamentos e nem lugar na rua – os que existem estão sempre ocupados.

Na IBM tem um estacionamento grande e pelo que ouvi falar é bem difícil conseguir alugar uma vaga pois tem fila de espera.

Apesar de o transporte público ser excelente ainda há muitas pessoas que preferem o conforto do carro. Nós estamos há um ano sem e só sentimos falta na hora de levar o Charlie ao veterinário. Pensamos em comprar um carro eventualmente pra esse tipo de situação, mas para o dia-a-dia não compensa. Não só pela questão do espaço mas também porque a gasolina é cara. Bem cara, por sinal. Mais de 30 coroas o litro. Comparando com o Brasil até deve sair igual, ou mais barata, levando-se em consideração que a gasolina aqui é só gasolina mesmo, sem mistura de álcool nela. Mas mesmo assim é cara pros padrões daqui.

Hoje cheguei na IBM e me deparei com a campanha “Car Free Day”. É uma campanha mundial que acontece no dia 22 de Setembro.

Logo na entrada estavam perguntando pras pessoas que chegavam se elas tinham vindo trabalhar de carro ou transporte público. As que não vieram de carro ganhavam uma pulseirinha que dava direito a um café de graça e também o direito de participar de um sorteio.


Quem adivinhar corretamente quantos lugares vazios tinham no estacionamento às 10h de hoje, ganha um passe de três meses de transporte público.

Não sei nem quantos carros o estacionamento comporta, que dirá tentar adivinhar quantos carros não vieram hoje. Mas vou tentar!

E aqueles que vieram de carro ganharam um cabide (!) com um papel escrito “put it away”.

Achei bacana a iniciativa. Não mudei minha rotina e ainda ganhei um café. 🙂

Pra mim todo dia é car-free day e acho isso muito bom. Posso ler no caminho até o trabalho (apesar de minha locomoção durar 10 minutos somente) e sempre chego no horário. Mas o mais importante é que vivo uma stress-free life. E o planeta agradece!

E você? Quanto tempo leva na locomoção até o trabalho?

Até a próxima!

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E lá se foi o primeiro…

Dia 09 de setembro de 2015 acabou de acabar.
À essa hora, no ano passado, Lucas e eu dormíamos: exaustos pela correria do dia e pela ansiedade de tudo que estava pra acontecer. Os passeios pelo Google Street View haviam acabado. Agora era tudo pra valer.

A vida tem sido generosa conosco. Nosso caminho tem sido repleto de aventuras, descobertas, aprendizados, amizades novas que viram antigas que viram amizade à distância. As nossas famílias sempre nos apoiando, nos encorajando, nos dando o suporte que precisamos. A saudade vem e vai. Skype, Facetime e WhatsApp: o que seríamos sem vocês?

Esse primeiro ano aqui foi uma amostra de que vem muita coisa boa por aí. Espero ainda ter muitas histórias e dicas pra contar pra vocês aqui no blog. Obrigada por acompanharem conosco essa nova vida. É um prazer compartilhar com vocês esse momento tão legal.

Um brinde à Brno, à República Tcheca! Muito obrigada!

Na Zdraví!
Saúde!
Cheers!

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Não se alarme! – um post de utilidade pública.

Lembro-me como se fosse ontem: outubro de 2014: Lucas trabalhando e eu em casa curtindo um dia preguiçoso com o Charlie. Estávamos dormindo quando, de repente, começo a ouvir o barulho de uma sirene. Não alta o suficiente pra ser no meu prédio, mas em algum lugar próximo. E não parava, e tinha uma voz que falava alguma coisa. Alarmada, literalmente, comecei a tentar descobrir de onde vinha o som e o porquê. Charlie começou a perceber minha agitação e ficou preocupado também. E o alarme não parava. E a voz continuava falando. “Saio de casa? Fico em casa trancada?”, pensei. Na rua, pelo que eu via da minha janela, tudo parecia normal. “Será que todos já se esconderam??? Charlie???”.

Bem, não foi nada daquilo.

Todas as primeiras quartas-feiras do mês, às 12h, toca o alarme em todas as áreas residenciais do país para testar se está funcionando e se todos conseguem ouvir. Se alguém não consegue ouvir de alguma região, deve reportar à prefeitura.

Então não se assustem. Se for um alarme de verdade, vai ser diferente do que geralmente é (duração, tipo de som e mensagem). 

Aproveito para deixar aqui os números de emergência:

112 – Número de emergência da Europa – falam Inglês! (Polícia, Bombeiros, Emergências Médicas)

158 – Polícia da República Tcheca

156 – Polícia municipal

150 – Bombeiros/Resgate

155 – Emergências médicas/Ambulância

Anotem esses números e deixem na porta da geladeira! 

Um abraço e até a próxima!