Quem é vivo…

Olha eu aqui. Depois de meses de “férias” do blog, voltei.

Tem sido bem corrido no trabalho, com turnos na madrugada, e eu não tinha muito o que postar também. Mas hoje tô inspirada!

O tempo aqui tem estado bem doido, mas acredito que seja em todo lugar. Teoricamente ainda estamos no inverno, mas há algumas semanas tivemos temperaturas de dois dígitos, na média dos 10 graus. Teve um dia que fez 17! Estava muito bom e agradável até que caiu bastante essa semana, chegando a fazer -5 de madrugada, e nevou duas vezes essa semana. Uma neve linda parecendo plumas, que derretia ao encostar no chão.

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Vista da minha mesa

Algumas árvores já estão com brotinhos aparecendo, apesar do frio. A primavera está chegando e com ela muitas novidades (compartilharei conforme forem acontecendo). Esse ano vai ser sensacional!

Falando em ano, nosso fim de 2015 foi legal! Eu trabalhei igual uma camela (como meu pai diz), plantões seguidos de plantões, madrugadas etc, mas folguei no Natal e recebemos os amigos em casa. Foi bem diferente de 2014, tinha umas 10 pessoas a mais em casa! E foi a primeira vez que eu preparei uma ceia de Natal completa! Muito orgulho de mim mesma 🙂 Eu adorei preparar tudo, desde os enfeites da casa, até as comidas, sobremesas, etc. Mais uma vez ficamos até as 6 da manhã batendo papo e nos divertindo, adorei!

O ano novo foi bem mais discreto. Eu trabalhei no dia 1, no turno da manhã que começa às 7h, então não pude fazer nada em casa. Só estava um amigo, o Lucas, o Charlie e eu. Jantamos, vimos os fogos, e fomos dormir.

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Dia 14 de Fevereiro foi o tal do Valentine’s Day. Aqui é comemorado igual no Brasil: emprestado dos EUA. A data mesmo é em Maio, se não me engano. Mas tudo é motivo pras lojas se aproveitarem e encherem os bolsos de bufunfa. A diferença é que aqui as promoções são promoções mesmo. Mesmo. Não é tudo pela metade do dobro, não. Se uma loja tem placas de “Promoção! Aproveite!” vale a pena aproveitar mesmo. Sempre deixo pra comprar roupas nessas épocas. Roupas por aqui já são baratas, nas épocas de promoção então, vira o paraíso. Durante as épocas normais, eu entro nas lojas, vejo as roupas que quero e só aguardo, porque invariavelmente vai entrar em promoção, eventualmente. Já compre jaqueta de 1000,- coroas por 100,-!

Enfim. No Valentine’s Day passado ficamos sabendo que ia ter uma promoção enorme no Outlet que tem em Praga. Descontos de até 90%. Se fosse no Brasil eu desconfiaria. A palavra “até” joga uma pulga atrás da minha orelha imediatamente. Mas sendo aqui, eu resolvi dar o benefício da dúvida. E lá fomos nós, Lucas e eu. Pegamos o trem cedinho e chegamos no Outlet às 10:30, meia hora depois de ter aberto. A estação central da cidade tem conexão com o metrô, fomos até uma certa estação de onde sai um ônibus de transporte do próprio Outlet, que nos deixa lá dentro, de graça.

Dica: Ao comprar passagem de trem, você pode fazer reserva de assento. Às vezes é de graça, dependendo do trem e do dia/horário, às vezes é pago (barato, mas pago). Se você não reserva lugar, tem que ficar procurando um lugar livre pra sentar, e se você estiver com mais alguém isso pode ser um problema e vocês não sentarem juntos. Mas a dica é: reservando ou não, assim que subir no trem vá para o vagão do restaurante. Lá você se senta confortavelmente à uma mesa, pode tomar um café ou comer algo enquanto viaja, e a janela é maior pra você admirar a paisagem 🙂

O Lucas e eu não ligamos pra roupas de marca, o que a gente gosta mesmo é de roupa barata. Mas como o Lucas usa tamanhos grandes e gosta de roupas esportivas, fomos com a intenção de ir ver a loja da Adidas, Nike etc, que é onde ele geralmente acha roupa pra ele. Mas o que vale mesmo é o preço. Pra gente, não adianta nada ter 90% de desconto em uma peça se o preço final ainda é alto pros nosso padrão. Tem que ser barato, se é 90% de desconto ou 10, o que quero mesmo é saber quanto vai sair do meu bolso.

Pois minha gente, nesse dia valeu a pena, viu!
Honestamente não sei se em dias “normais” ele compensa, porque muitas lojas tinham aquelas promoções bizarras, tipo a Lacoste, com roupas com desconto mas que custavam 60 euros no final (eu passo).

Eu recomendo se cadastrar no site do Outlet pra receber as newsletters e saber quando tem dias de promoções especiais: http://www.fashion-arena.cz/

Pra chegar, é fácil (tem instruções no site também mas aqui tem uma dica boa): da estação de trem (Hlavní Nádrazí) você estará na linha vermelha do metrô (Linha C). Vá até a estação Muzeum e pegue a linha verde (A) sentido Depo Hostívar. É nessa última que você deve descer. Acontece que nessa linha verde tem trens que vão até o finalzão (Depo Hostívar) e trens que param uma estação antes (Skalka). Só Deus e o sistema de transito de Praga sabem o porquê. Quando fomos, tínhamos em mente “descer na última” e quando o trem parou na Skalka ficamos assim:

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Então não se assuste se o trem parar na Skalka e a voz falar que todos têm que descer. Desça e espere o próximo que virá.

Chegando na Depo Hostívar, é só seguir o fluxo que você vai dar no ponto de onde sai o ônibus do Outlet. É possível checar os horários do ônibus no site acima.

Tem uma praça de alimentação lá onde você pode parar pra descansar um pouco e matar a fome. Mas se você não gostar das opções que tem lá, pode ir no McDonald’s que fica do lado de fora, num posto de gasolina. É só você ir no meio do estacionamento do Outlet e procurar um poste alto com o grande M amarelo e ir. Saindo do ônibus, na chegada, você já consegue vê-lo.

Bom, fica aí uma dica de compras em Praga. Dá pra ir num sábado, dormir por lá e curtir a cidade no domingo. Sempre vale a pena dormir em Praga 🙂

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Não se alarme! – um post de utilidade pública.

Lembro-me como se fosse ontem: outubro de 2014: Lucas trabalhando e eu em casa curtindo um dia preguiçoso com o Charlie. Estávamos dormindo quando, de repente, começo a ouvir o barulho de uma sirene. Não alta o suficiente pra ser no meu prédio, mas em algum lugar próximo. E não parava, e tinha uma voz que falava alguma coisa. Alarmada, literalmente, comecei a tentar descobrir de onde vinha o som e o porquê. Charlie começou a perceber minha agitação e ficou preocupado também. E o alarme não parava. E a voz continuava falando. “Saio de casa? Fico em casa trancada?”, pensei. Na rua, pelo que eu via da minha janela, tudo parecia normal. “Será que todos já se esconderam??? Charlie???”.

Bem, não foi nada daquilo.

Todas as primeiras quartas-feiras do mês, às 12h, toca o alarme em todas as áreas residenciais do país para testar se está funcionando e se todos conseguem ouvir. Se alguém não consegue ouvir de alguma região, deve reportar à prefeitura.

Então não se assustem. Se for um alarme de verdade, vai ser diferente do que geralmente é (duração, tipo de som e mensagem). 

Aproveito para deixar aqui os números de emergência:

112 – Número de emergência da Europa – falam Inglês! (Polícia, Bombeiros, Emergências Médicas)

158 – Polícia da República Tcheca

156 – Polícia municipal

150 – Bombeiros/Resgate

155 – Emergências médicas/Ambulância

Anotem esses números e deixem na porta da geladeira! 

Um abraço e até a próxima!

Fazendo Compras

Eu me lembro a época em que gastar R$300 numa compra do mês lá em casa era uma extravagância. Isso deve ter sido lá pelos idos de mil novecentos e noventa e tantos. Meus pais compravam aquele monte de coisas de uma vez, acredito que foi o costume das famílias Brasileiras por muito tempo.

Eu nunca gostei muito de ir ao supermercado. Achava muito demorado e cansativo. Eu não era do tipo de criança que ficava pedindo tudo o que via. Não podíamos esbanjar, então era totalmente fora de cogitação ficar pedindo coisas supérfluas pros meus pais. Então eu gostava mesmo era de ficar em casa, e quando eles chegavam, depois da parte chata de ir buscar as trocentas sacolas no carro e subir escadas até em casa, era aquela festa de ver o que eles tinham comprado. E mais festa ainda quando víamos (meu irmão e eu) que tinha sorvete, salgadinho, aquelas porcarias que criança adora.

Até hoje não gosto muito de ir ao supermercado fazer compras. Sete anos casada e nunca me apeguei à nenhuma marca ou à nenhum lugar em particular. Compro o que eu tenho vontade de comer em determinado dia, e sou super influenciada por promoções.

Quando chegamos aqui em Brno, o primeiro lugar que fomos foi o mercado. É legal fazer compras em lugares novos, ver produtos diferentes, ver marcas conhecidas. Mas rapidinho eu voltei a achar tudo uma grande chateação, porque em um lugar novo você quer conhecer, explorar, ver as opções. Ver onde é mais barato, mais perto.

Bem, aqui em Brno a gente faz uma compra principal por mês, que é quando compramos produtos de higiene pessoal, limpeza, e mais algumas coisas. E, semanalmente, vamos comprando comidas frescas como carnes e legumes, conforme vai batendo a vontade e a disposição de cozinhar. Como eu disse antes, não tenho um lugar fixo pra comprar. Entro no que eu vejo primeiro. Entro no que está mais perto quando eu lembro que preciso comprar alguma coisa.

Aqui os principais supermercados de Brno:
– Albert – http://www.albert.cz/

– Billa – https://www.billa.cz/

– Kaufland – https://www.kaufland.cz/

– Globus – https://www.globus.cz/

– Tesco – http://www.itesco.cz/cs/

Vou no Albert para coisas do dia-a-dia. Estou sempre passando em frente dele, por isso. Não é meu favorito, acho meio feio e bagunçado. Os preços são bons e tem bastante promoção.

O Billa eu fui uma vez só. Achei mais caro que o Albert.

O Kaufland nunca fui, mas ouço falar que legumes, frutas e verduras são bem frescas e bem selecionadas.

Globus: longe demais do resto do mundo, mas os preços valem a pena a viagem. Duas coisas, principalmente, compensam muito: carnes e manteiga President. Fica a dica.

O Tesco é meu favorito! É grande, então tem uma boa variedade de tudo. Os preços são bons e tem bastante variedade. Mas o melhor de tudo: eles vendem online. Esse foi o segundo mês que compramos pelo site e a experiência é sensacional: o site tem a versão em Inglês. Calmamente você seleciona seus produtos e quantidade. Legumes, verduras e frutas você pode comprar por peso ou por quantidade (o que é ótimo, porque até hoje não tenho ideia de quantas batatas vêm em um kilo. Prefiro comprar 10 batatas e pronto). Eu não assisto TV, mas falam que tem uma propaganda do Tesco em que eles falam que os produtos frescos são escolhidos com muito cuidado e que os melhores vão para as entregas das compras online. E, realmente, posso afirmar: cenouras, batatas, frutas: parece que foram escolhidos pela minha avó!

Em cada categoria de produtos, tem o filtro para “promoções”, minha parte preferida.

Na hora de fazer o check-out online, você pode selecionar se quer pagar pelo site ou na entrega (somente com cartão), e escolhe o melhor dia e horário pra receber suas compras. As taxas de entrega variam dependendo do dia da semana e do horário, mas é uma média de 70CZK.

No dia da entrega, o pessoal leva as compras até sua porta. Tudo está em sacolinhas plásticas (YEY!) e eles esperam você descarregar as caixas tranquilamente. Eles te avisam se houve alguma substituição, que você pode aceitar, ou não. Aconteceu comigo de eu comprar papel higiênico tipo X mas no dia da minha entrega só tinha do tipo Y, da mesma marca.

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Na primeira vez que comprei pelo iTesco, paguei online. Na segunda, passei o cartão na hora da entrega. Tudo tranquilamente, sem problema algum.

E, claro, dei uma gorgeta pro rapaz que subiu até minha porta. Vale MUITO a pena. Como não temos carro, quando íamos até o Tesco pessoalmente, voltávamos pra casa de táxi por causa das sacolas, e a corrida custava cerca de 140CZK. Agora, mesmo com a gorgeta, gasto menos dinheiro e não preciso ficar andando pra lá e pra cá e perder tempo em filas. Palmas para o Tesco.

Existe uma feira que acontece no centro da cidade, todos os dias. Eu fui uma vez, logo que cheguei aqui, pra conhecer. Não voltei mais por pura preguiça, mas pretendo. Produtos frescos de produtores locais a preços excelentes. Fora que é uma super chance de treinar Tcheco, e se envolver com a cultura e hábitos locais. Fica na Morávske Namestí.

Muita gente que mora fora do Brasil sente muita falta dos produtos que estamos acostumados a comprar lá. Reproduzir comidas comuns Brasileiras fica bem difícil estando fora. Como eu sou uma pessoa que gosta de quase qualquer comida, sofro menos. São pouquíssimas as coisas que não gosto de comer e me adapto muito fácil a novos ambientes. É claro que eu sinto falta de várias coisas, mas não morro por isso. Aqui tem leite condensado (não o Moça, mas tem, e é ótimo!) e creme de leite. Tem feijão: carioca, preto, vermelho, branco. Tem arroz. Tem carnes (até picanha, mas é caro!).

Das coisas que eu comprava sempre no Brasil, não senti falta de nada até agora. Senti falta de coisas que nem no Brasil eu comprava, só porque aqui é impossível de achar: carne seca, pão de cachorro-quente, massa pronta de pão de queijo. Mas sempre tem alguém vindo pra esses lados pra trazer pra mim 🙂

Comida é meu assunto preferido, então, como sempre, me escrevam se tiverem alguma dúvida. E pra quem já está aqui, deixo uma pergunta: Qual comida Brasileira você mais sente falta de ter no dia-a-dia?

Um abraço, e até a próxima!

Mudança de Hábito

Hoje conversei com uma aluna sobre algumas das diferenças culturais que mais senti por aqui e resolvi compartilhar aqui no blog também.

Eu nunca havia pisado na Europa antes de virmos em definitivo no ano passado, então não sabia muito o que esperar. O velho continente, um lugar tão explorado há tanto tempo, que passou por tantas mudanças na geografia, política e cultura, imagina então nos costumes?

Uma coisa que notei logo quando cheguei foi como as pessoas não “sabem” andar de ônibus. Aqui é possível entrar no ônibus/tram por qualquer porta, porque não tem cobrador. Então as pessoas entram e, ao invés de irem se espalhando pelo espaço do corredor pra dar espaço pras outras pessoas que ainda vão entrar, elas simplesmente param bem nos espaços das portas. E o mais incrível? Ninguém se incomoda com isso. Quem quiser ir mais adentro, pede licença e passa. Ninguém olha feio, ninguém olha torto, nem xinga ou pede pra dar mais espaço. Cada um no seu quadrado.
Na hora de descer no ponto, a mesma coisa: peça licença e passe pelo espacinho que vão te dar.

Outra coisa que notei, seguindo a mesma linha, foi que a maioria não pede ajuda ou gosta de ser ajudado. Principalmente as pessoas mais velhas. Já vi senhoras com uma super dificuldade de subir no ônibus e ninguém mexe o dedo pra ajudar. Já vi gente caindo no meio da rua com várias pessoas por perto e não vi aquele impulso de ajudar em ninguém. Eu tenho que até lutar contra esse impulso às vezes, porque primeiro, não sei nem falar “opa, quer uma ajuda?” em Tcheco e, segundo, não sei qual vai ser a reação da pessoa ao receber essa ajuda não esperada.

Aqui, o lema é: Cada um com seu pobrema  problema. Se vira. Dá seus pulos. O que tem seu lado bom, porque isso vale pra qualquer coisa, inclusive se você for assim ao mercado:

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Ninguém vai dar a mínima

Um amigo nosso, por exemplo, já viu uma moça levantando a saia pra arrumar a meia calça, no meio da rua. Ele notou porque não é daqui então achou estranho, mas ninguém mais percebeu ou disse alguma coisa.

É claro que, se você pedir informação pra alguém eles vão ajudar, ou pelo menos tentar. Eu já pedi uma vez pra uma senhora numa banca de jornal, e mesmo ela não falando nada de Inglês e eu só sabendo falar “autobus IKEA” em Tcheco, ela se esforçou e conseguiu me ajudar. Quando vamos a restaurantes em que os atendentes não falam Inglês, eles sempre se esforçam pra entender nosso Tcheco e “mimiquês”.

Já aconteceu de mendigo me falar “have a nice day”. Já aconteceu de garçons me ignorarem completamente em restaurante. Vai da pessoa, do humor dela no dia, do meu humor no dia.

A “indiferença” do tcheco é algo que estou aprendendo que não é pessoal. É puramente cultural.

Uma outra diferença nos hábitos aqui: sabe quando você vai contar alguma coisa com os dedos da mão? A gente faz assim:

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Mas, aqui, eles fazem assim:

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Até hoje eu me perco nisso e faço a maior confusão quando estou comprando alguma coisa.  Não sei a razão disso, mas pra mim é quase um contorcionismo. Fazer o 4 assim é muito difícil!!!

Uma outra coisa, e essa eu demorei um pouco pra perceber, é que quando você entra nos bares/restaurantes, você mesmo acha uma mesa e senta. Não tem essa de esperar alguém pra te acompanhar até a mesa. É aquele negócio: se vira aí colega.

O que mais?

Aqui fala-se “tchau” no cumprimento e na despedida, como em Italiano.

É considerado rude não dizer “dobrou chut’ ” (bom apetite) antes de comer.

São só 6 meses por aqui e tenho certeza que com o passar do tempo vou descobrindo mais diferenças. Deixe um comentário se você, leitor de Brno, se lembrar de mais alguma coisa desse tipo!

É isso aí.

Na shledanou!

Transporte público

Quando moramos no Canadá, a coisa que mais nos surpreendeu foi o sistema de transporte público. E aqui não é diferente: extremamente confiável, moderno e cobre muito bem as necessidades da população.

Aqui em Brno não tem metrô, mas tem outros três tipos de veículos: bondes (trams), ônibus e trólebus. Esse três juntos cobrem a cidade de Brno inteira e mais a região metropolitana. Se você quiser ir pra mais longe, como Olomouc, Praga, Viena, tem que pegar o trem, que sai da estação central da cidade.

Estação de trem ao fundo, e estação central de trams (bondes).

Estação de trem ao fundo, e estação central de trams (bondes).

Estação de trem de Brno

Estação de trem de Brno

Pra circular em Brno é preciso ter um bilhete. É possível comprar bilhetes avulsos de 15 minutos (preço: 20 coroas) ou 60 minutos (25 coroas). Com esses bilhetes você precisa obedecer o tempo limite de uso do transporte. E aí você pergunta “mas nossa, como eu vou saber quanto tempo demora de lugar A a B? Tem trânsito, tem mil coisas que podem acontecer e que podem fazer minha viagem ser mais demorada”. Certo? Errado. Em cada parada (aqui chamamos de estação), tem uma placa como essa:

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Essa placa informa o número da linha, todas as paradas, e esse numerozinho embaixo dos nomes das paradas mostra a quantidade de minutos que você vai demorar até ela. Então tem como você saber exatamente qual bilhete você vai precisar, o de 15 minutos ou o de 60.

Uma outra informação importante que tem nas placas é a tabela de horários em que os trams/ônibus vão passar naquele ponto. Divididos em dias da semana / sábados / domingos e feriados, você pode saber exatamente quanto tempo vai ficar naquele ponto esperando o próximo tram/ônibus. Existe também um aplicativo para celular em que você coloca a estação que está e a estação de destino, e ele te mostra sua rota, preço, e em quantos minutos o próximo vai passar. É excelente para os dias de frio, quando você não quer ficar 10 minutos no ponto esperando. É só olhar antes de sair de casa e se programar pra sair.

Os bilhetes podem ser comprados nas máquinas que tem em várias estações, ou em bancas que ficam próximas a algumas estações ou nas “lojas” do DPMB (Brno City Transport Company) pela cidade. Dá pra comprar também por SMS e direto com o motorista.Com o motorista é mais caro e não são todos que vendem, então é sempre bom entrar no tram/ônibus já com seu bilhete.

Na máquina da esquerda é possível comprar bilhetes com cartões de crédito e débito. Na da direita, compra-se com moedas.

Na máquina da esquerda é possível comprar bilhetes com cartões de crédito e débito. Na da direita, compra-se com moedas.

É possível também comprar bilhetes de 90 minutos e 24 horas. Mas pra quem mora aqui e sai pra trabalhar todos os dias, compensa muito comprar o bilhete mensal (540 coroas = 64 reais), trimestral (1410 coroas = 167 reais) ou anual (4950 coroas = 586 reais). Excelente o preço, não? Andar a vontade por um mês inteiro por 64 reais! Estudantes, que são um grupo expressivo de mais de 80 mil em Brno, têm tarifas especiais.

Aqui não tem cobrador, então você mesmo valida seu bilhete ao entrar no tram/ônibus em pequenas máquinas que ficam perto das portas. Se você tem um desses bilhetes de longa duração (semanal, mensal etc), não precisa validá-lo cada vez que entrar mas tem que estar com ele a todo momento.

A fiscalização se dá através de fiscais que passam aleatoriamente pelos trams/ônibus e pedem pra ver os bilhetes. Eles não usam uniforme então não tem como você saber quem são, mas eles mostram um crachá e um distintivo quando abordam as pessoas. A multa pra quem não tem bilhete validado na hora da abordagem é de 800 coroas (94 reais), que ele recolhe no ato + o valor do bilhete. Se a pessoa não tiver o dinheiro, ele acompanha até um caixa eletrônico pra pessoa fazer o saque e pagar. Se mesmo assim a pessoa não tiver na hora, eles dão a multa em papel e a pessoa tem até 5 dias úteis pra ir fazer o pagamento nos escritórios da DPMB. Se passar de 5 dias úteis, a multa sobe pra 1500 coroas (177 reais).

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Já aconteceu de eu estar no tram e passar 3 fiscais diferentes durante meu trajeto, mas na maioria das vezes que eu ando, não vejo fiscal nenhum. Realmente não tem como saber, mas das vezes que eu vi fiscais eu vi alguém tomando multa.

É possível levar animais de estimação (aqui em Brno = cachorros) nos ônibus e trams, bem como carrinhos de bebê e malas de viagem. Os veículos mais modernos são preparados também para o transporte de passageiros em cadeiras de rodas.

Eu gosto muito do sistema de transporte daqui. Tirando os dias de muita neve (nesse inverno, até agora, só teve um), é extremamente pontual. Já peguei tram lotado, mas nem se compara à lotação que eu estava acostumada a pegar em São Paulo ou Campinas. Como tem como os passageiros saberem exatamente em quantos minutos vem o próximo, não tem porquê todo mundo se abarrotar no primeiro que aparece. As pessoas se organizam bem de forma que não encha muito.

O transporte em números:

– O sistema de transporte público de Brno consiste em 12 linhas de tram, 13 linhas de trólebus, 40 linhas de ônibus diurnas e 11 linhas noturnas.

– Existem vários modelos de trams, mas o maior deles tem capacidade de 231 passageiros.

– Uma média de 113 153 000 passageiros são transportados por ano na cidade.

Tram (bonde)

Tram (bonde)

Trólebus

Trólebus