Passeio em Olomouc

Fizemos nosso primeiro passeio pela República Tcheca! 🙂
Uma escola de idiomas daqui organizou esse passeio para estrangeiros, onde iríamos fazer atividades e aprender um pouco de tcheco, além de conhecer a cidade. Pois bem, vamos lá…

Fiquei sabendo desse passeio através do Facebook. Tem vários grupos de estrangeiros que participo e divulgaram por lá. Quando vi, já fiquei empolgada porque além da chance de conhecer uma outra cidade, a chance de conhecer pessoas também era grande – lembrem-se que estamos em busca de amigos! rs

O passeio custaria 300CZK (+ ou – 30 reais) e incluía: passagens de trem (ide e volta), almoço, boliche, atividades e uma pequena surpresa! Super barato! Reservamos nossos lugares e aguardamos ansiosamente pelo dia. Até chamamos alguns amigos brasileiros que já temos pra ir junto, e dois deles foram.

O grupo se encontrou na estação central de Brno as 9h do sábado passado, e seguimos viagem às 9:18. Foi legal andar de trem, me lembrou histórias de assassinatos da Ágatha Christie. Na nossa cabine tinha uma família tcheca, Lucas e eu, e um amigo brasileiro, o Sergi, que trabalha com o Lucas. Já no trem, a moça que era a “tia” do passeio, nos disse que faríamos uma atividade pra conhecermos nossos colegas de viagem. Lucas já olhou pra mim com cara de cocô mas eu consegui fazê-lo participar. Na verdade ele não teve muita escolha, porque 3 pessoas do grupo que estavam em outra cabine, encostaram na porta da nossa e começaram a fazer a atividade com a gente. E foi até legalzinha, porque realmente essas pessoas acabaram se tornando nossos companheiros pelo passeio todo. Um Português (que ficou devendo uma piada de Brasileiro pra gente) e uma Tcheca.

A família que estava na cabine com a gente, ao ouvir todo mundo falando em inglês e falando que somos Brasileiros, puxou assunto e quis saber o que tantos brasileiros estavam fazendo em Brno! hehehe Conversamos um pouco com eles – que mais uma vez quebraram o mito de que tchecos são frios e mal educados – e ao chegar em Olomouc nos desejaram um dia agradável e boa sorte.

Olomouc (lê-se Olomouts) é uma cidadezinha de 100 mil habitantes a 70km de Brno. É a 6a maior cidade do país.

Quando chegamos, encontramos um outro grupo que tinha ido direto pra lá, e no total éramos em umas 30 pessoas. Fomos pra uma praça na cidade onde fizemos mais atividades de interação – que o Lucas e Sergi não participaram, claro. E eu, confesso, só participei porque, como professora que fui, sei o quanto é chato você preparar mil coisas e ninguém estar afim de nada. Então entrei na brincadeira.

Atividades na praça

Atividades na praça

tio e tia

tio e tia

Depois disso, fomos andando até um parque onde teve mais brincadeira. Dessa vez até aprendi umas palavras em Tcheco, conheci pessoas de vários países – Georgia, Croácia, Romênia, Itália, EUA, Israel – o que enriquece bastante a convivência. O dia estava lindo!

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Depois disso, fomos andando (a essa altura nós – Lucas e eu – já estávamos cansados) até a Catedral de São Venceslau, que é o santo padroeiro da República Tcheca (um país onde quase 70% das pessoas é atéia). A catedral é linda, enorme, imponente. Foi a minha primeira catedral européia então a sensação quando eu fazia a curva e ela ia aparecendo na minha frente foi algo indescritível. É um monumento lindo, carregado de história e arte. E olha que, pelo que me disseram, é uma catedralzinha de nada comparada às da Itália.

Esse homem é um italiano que desenha como hobby. Ele estava desenhando a catedral perfeitamente.

Esse homem é um italiano que desenha como hobby. Ele estava desenhando a catedral perfeitamente.

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Saímos de lá e fomos pra praça central de Olomouc, onde tem duas das principais atrações turísticas da cidade: o relógio astronômico e a coluna da Santíssima Trindade. Passamos umas duas horas nessa praça central, num tempo livre, morrendo de fome pois já era quase 15h, batendo papo, tomando um café, tirando fotos.

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Quando achamos que finalmente já íamos almoçar, a moça resolveu revelar qual era a pequena surpresa embutida no pacote: uma visita à torre do relógio, onde teríamos uma vista incrível da cidade toda. Lucas, junto com 90% da trupe, torceu o nariz e não quis subir. Todo mundo irritado de forme, e ainda teríamos que subir escadas íngremes e estreitas de uma torre. Eu fui né, já estava ali mesmo, queria a foto, então eu fui.

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Depois disso, fomos almoçar, mas andamos uns 25 minutos até o lugar do almoço, que era também o lugar do boliche. O horário do almoço ter sido tarde foi proposital, porque o lugar só serviria a comida pra gente, pois já estava fechado. Então pensando por esse lado, foi ótimo, porque todas as mesas eram nossas e serviram rapidinho visto que já tínhamos escolhido nossos pratos previamente (dias antes).  Depois do almoço, jogamos boliche por uma hora – Lucas ficou em 1o lugar, e eu em 2o, na nossa pista – e nos juntamos pra ir embora. Só teríamos que caminhar mais 45 minutos até a estação de trem. ” ‘CE TA ME ZUANDO NÉ”, disse eu pro monitor, em inglês, e ele disse que não. Andamos por 10 minutos pensando numa forma de não andar o restante – vamos pegar um taxi? vamos pegar um bonde? – até que vimos mais duas pessoas também irritadas com essa história de andar pra caramba então nos unimos e pegamos um bonde. Chegamos na estação em 10 minutos, ainda cedo, sentamos num restaurante e ainda bebemos cerveja/refri enquanto esperávamos o resto do grupo! NAILED IT! 😀

Pegamos o trem, onde eu capotei o caminho inteiro – 1h30 de duração. Chegamos em casa por volta das 21h e 21h30 já estávamos prontos pra dormir! Foi muito cansativo e aprendemos uma lição: viagens em grupo nunca mais. Não servem pra gente. A gente gosta de ir com calma, tirar fotos, ir parando onde a gente bem entende. Todas as vezes que eu parava pra tirar foto de algo, ouvia alguém me gritando pra eu ir logo. Não fizemos nada com calma, a não ser ficar parados por quase duas horas na praça central sem fazer nada morrendo de fome. Lição aprendida, mas conhecemos um pessoal novo e já podemos riscar uma cidadezinha da República Tcheca da nossa lista 🙂

Próximo passeio – Viena ou Praga?

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